domingo, 12 de fevereiro de 2012

R-Type 3

Gênero: Tiro
Ano: 1994
Fabricante: Irem
R-Type sempre foi um clássico do gênero shooter em sentido horizontal. A série trouxe algo de especial para se diferenciar dos demais, a sua nave traz a possibilidade de se equipar com uma unidade de força(force device). Essa unidade de força pode ser grudada na frente ou atrás da nave dando segurança ao jogador ou pode ficar descolada mesmo para uso estratégico. Além disso essa unidade de força é capaz de fazer um tiro especial, mas para que isso ocorra é necessário pegar alguns power-up durante o jogo. 

Existem três power-up diferentes em R-Type 3, um vermelhor, outro amarelo e outro azul. Sendo que cada um deles tem três níveis diferentes de poder de ataque, ao pegar um power-up de qualquer cor você já acrescenta mais um nível de poder de ataque. Quando você já estiver cheio que é o nível 3, não poderá mais aumentar a força, mas poderá trocar de cor e modificar a sua estratégia durante o jogo. Essas trocas devem ser feitas pensando no momento específico do jogo.

Mas o que diferencia essa versão de R-Type das demais lançadas anteriormente é que dessa vez há 3 unidades de força a escolha do jogador e não somente uma como sempre foi. Uma das unidades é clássica e outras duas novas. Elas só podem ser escolhidas no ínicio do jogo, por isso a escolha tem que ser sábia, elas vão mudar todo o jogo e a estratégia para poder passar de alguns pontos dificeis e de certos chefões. São elas: Round Force, a clássica, Shadow Force e Cyclone Force as duas novas.

Diferentemente de Super R-Type em que há escolha do nível de dificuldade, em R-Type 3 não há. Pode-se deduzir que o nível de dificuldade varia então conforme a escolha da unidade de força, mas isso não ocorre, é o mesmo nível de dificuldade.

É claro que algum jogador poderá ter mais facilidade com uma certa unidade de força e dificuldade com outra e isso também pode variar de acordo com o momento do jogo. Há um modo mais difícil de jogo quando você termina o jogo no modo padrão.
Mas como não há a possibilidade de salvar o seu progresso no jogo, esqueça, você terá que começar tudo de novo no modo padrão quando desligar o videogame. Não tenho conhecimento de alguém que tenha conseguido zerar o jogo duas vezes seguidas, ou seja no modo padrão e no modo mais difícil. Quem sabe com esse tópico apareça algum maluco que tenha realizado esse feito.

Existem também outras espécies de power-up durante o jogo, que são clássicas e não trazem novidades. Aumento de velocidade, proteção em cima e embaixo da nave e aqueles mísseis automáticos.

O que marca é que também outras coisinhas clássicas continuam. Quando você morre e isso acontece quando você é atingido uma única vez por qualquer coisa do cenário, inimigos e tiros, você perde tudo, todos os seus power-ups e volta ou no início da fase ou em um determinado checkpoint. 

Então o segredo de R-Type 3 para zerar o jogo facilmente é não morrer uma única vez! Bom, de qualquer maneira os continues são infinitos, com isso o jogador não precisa se preocupar. E o fato dele sempre retomar o jogo quando morrer faz com que ele aprenda cada vez mais a fase e os segredos para poder passar com menor dificuldade. A insistência é primordial para qualquer jogador no gênero shooter e aqui não é diferente.

Quanto ao carregamento do tiro normal há dois modos. O clássico beam mode e o hyper mode. Carregando o beam mode, quando cheio você solta um tiro bem mais forte que o normal, capaz de derrotar qualquer inimigo simples com um único tiro.

O hyper mode é um pouco diferente, depois de carregado você solta um tiro um pouco mais forte que o normal e a partir daí a sua barra de energia começará a descer lentamente. Nesse momento você poderá atirar rapidamente vários bons tiros, é ideal contra alguns chefes e especialmente em inicio de fase quando você está zerado e sem power-ups. Mas fique atento, depois que a barra se esgotar você fica sem a possibilidade de atirar novamente por um certo período de tempo. Você só poderá atirar nesse momento com a sua unidade de força, é bom que esteja com ela quando for usar o hyper mode, ou pelo menos use-o o hyper mode com essa finalidade, de correr atrás dos power-ups.

Já deu para perceber que com tudo isso R-Type realmente se diferencia dos demais shooter, não é tão simples quanto atirar e desviar. Na verdade em R-Type o segredo está em destruir tudo o que aparecer pela frente antes que os inimigos comecem a atirar. Em determinados momentos é preciso fazer mais do que isso, certas partes do jogo só podem ser passadas usando o tiro carregado, caso contrário você se chocará com algo que não é vulnerável aos tiros comuns.
Alguns chefes mesmo só podem ser destruídos através de tiros carregados, e nesse caso eu cito o exemplo do segundo chefe e há um detalhe curioso. O segundo chefe na versão original do jogo, ou seja, a japonesa, solta vários espermatozoides em cima de você. Por algum motivo resolveram mudar na versão norte-americana, os espermatozoides foram trocados por olhos juntamente do nervo óptico.

Eu não cheguei a jogar muito na versão japonesa, então eu não sei se existem outras diferenças durante o jogo. No arcade o que costumava mudar muito entre as versões é a dificuldade do jogo, no R-Type 3 isso não ocorre.

Há um modo para dois jogadores, mas não simultaneamente, ou seja, nada de modo coperativo o que deixaria o jogo mais fácil e daí pode se entender o motivo desse modo não ter sido colocado.

O que deixava os jogadores mais hardcores um pouco frustrados em Super R-Type era o fato do jogo ter várias slowdowns. Motivo de chacota por parte dos fãs da Sega que tinham vários jogos do gênero em seu console favorito de 16 bits. Em contrapartida isso sempre anima os novatos, a queda de velocidade dava mais tempo para pensar e agir corretamente. Em R-Type 3 os problemas acabam. Os slowdowns se existentes são raros.

As fases são muito bem feitas tanto no aspecto estético quanto em criatividade de tornar o jogo mais prazeroso e difícil. Para melhorar a situação, esse é o R-Type até então que possuir a melhor qualidade sonora com uma bela trilha. Algumas músicas antigas do arcade foram trazidas para cá, mas outras novas dão um charme ao jogo e em determinados momentos trazendo uma atmosfera única que combina muito bem.

Exclusivo para o Super Nintendo e Super Famicom, R-Type 3 é então o mais bem produzido da série até a data em que foi lançado. Há jogadores que viram o R-Type Delta do Playstation e o R-Type Final do Playstation 2 antes mesmo de R-Type 3 e ainda assim acharam esse último o melhor da série. Eu não cheguei a jogar o R-Type Final do Ps2, estou esperando a oportunidade, mas dentre os que joguei da série eu digo firmemente que esse é o melhor.


Créditos Review: Trezoitao38

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Harvest Moon

Gênero: Simulação/Rpg
Ano: 1997
Fabricante: Natsume
Um jogo onde você tem a oportunidade de simular o funcionamento de uma fazenda. SimFarm? Maxis?! Não, esqueça esses nomes. Harvest Moon é um simples misto de RPG e simulação com jogabilidade e gráficos amigáveis, mas que nem por isso deixa de ser um belo exercício de paciência e dedicação. Lançado no final da era 16-bits, Harvest Moon acabou permanecendo como um game meio desconhecido, até que suas versões posteriores projetaram a série para um público maior.

A tela de introdução dá a entender um pouco o contexto no qual está enfiado seu pobre personagem: seus pais, por algum motivo, o mandaram para uma velha fazenda abandonada e deram um prazo de 3 anos para colocar ordem no lugar. Tarefa difícil? Olhando para a total desorganização inicial da fazenda, sem dúvida alguma. Você começa com um grande terreno - e vai terminar com ele -, cheio de ervas daninhas, pedras e toras de madeira, além de algumas casas para animais, um jardim e uma casa de ferramentas. E a partir daí, o jogo te dá a liberdade para fazer o que bem entender. Você pode tanto se focar na plantação de vegetais quanto na criação de animais, ou até cavar sua fazenda em busca de dinheiro (o que é meio estúpido). Mas tenha em mente que cuidar de uma fazenda assim custa dinheiro, e você terá que pensar as atividades mais lucrativas para poder adquirir novas ferramentas, sementes e animais. Além disso, os dias são limitados, o tempo é curto e seu personagem também se cansa, o que te obriga a administrar da forma mais racional possível as atividades que você realizará. Ah sim, você não conta com a ajuda de mais ninguém: é apenas você e Deus para cuidar de uma fazenda de dezenas de hectares. Bem, se é que você acredita em Deus. E, então, depois de um tempo ralando para regar seus legumes, colhê-los e alimentar suas vaquinhas, até chegar à fadiga, você pára e pensa... "Essa porcaria é mais difícil do que eu imaginava!". Ah, eu mencionei que desastres naturais como terremotos e furacões atingem sua fazendinha de vez em quando?

No começo, você dispõe de apenas algumas ferramentas básicas em sua casa de itens (mas poderá adquir outras, posteriormente, para otimizar seu trabalho): enxada, machado, regador, martelo, foice... Com eles, você poderá dar o pontapé inicial à sua fazenda, limpando o terreno, jogando sementes sobre a terra e regando-as. Com o tempo, você poderá vender alguns vegetais e , assim, receber um capital básico para adquirir novas coisas. Mas é claro que você não poderá ficar até o fim do jogo com uma horta pequena, plantando os mesmos tipos de vegetais. Certos tipos de vegetais crescerão somente em algumas estações específicas, e você precisará estar atento ao que plantar e ao que comprar para não se decepcionar depois. E, também, é imprescendível que você amplie suas hortas, dando espaço para mais sementes e vegetais.

Animais? Ah sim, as vacas e galinhas são uma das peças mais importantes para o desenvolvimento da sua fazenda. Eles poderão fornecer leite e ovos, que você poderá vender para ganhar dinheiro. Mas se você esperava alguma facilidade aqui, desista. Cuidar de animais é tão, ou até mais difícil do que cuidar da sua hortinha. Além de ser uma atividade nada rentável no início, suas vacas necessitam de massagens diárias e de ração, e, eventualmente, alguns mimos a mais. Caso você não supra suas necessidades, terá de se contentar com leite ruim e com as doenças que essas infelizes poderão pegar. Elas podem morrer caso você não cuide bem delas: trate-as como se fossem suas filhinhas quadrúpedes. Além de tudo, suas vaquinhas e galinhas são bastante exigentes: ração comum não funciona tão bem quanto uma grama saudável e natural, rica em proteínas e celulose, na qual você irá torrar boa parte de suas economias para plantar.

Bem, mas há muito mais coisas para se fazer em Harvest Moon do que ralar como um pobre coitado. Nos horários de folga, siga para o lado de sua fazendinha, e você encontrará uma montanha e uma pequena vila, com simpáticos moradores. Na montanha, você dispõe de um relaxante SPA e, na cidade, festivais ocasionais e bebedeiras sociais no barzinho noturno. Os festivais também são uma grande tacada de Harvest Moon. São eventos sociais muito interessantes, que funcionam como uma espécie de "feriado" para o seu sofrido personagem. E um feriado bem divertido, cá entre nós. Nos festivais você poderá comprar perfumes para sua pretendente, dançar e até participar de uma gincana bem interessante. Eventos como a noite de natal e a passagem de ano também estão presentes no jogo, em dias nos quais você poderá fazer algo diferente do rotineiro.

E, se você é um solitário neste mundo insosso e cruel, ao menos em Harvest Moon você poderá desencalhar. Existem algumas garotas especiais no game, e todas elas possuem uma espécie de "nível de afetividade" em relação a você, o qual elas registram em seus diários. Quanto mais conversas e presentes você dá a elas, mais o nível aumentará. Diferente do que poderia acontecer na vida real, você não é esbofeteado se ler esses diários, então aproveite! Ao atingir um certo nível de afetividade, você poderá propor casamento e, quem sabe, constituir uma família: você, sua mulher e seus herdeiros. Hum, quem sabe Harvest Moon não poderia ser categorizado como um 'Dating Sim' também...

A jogabilidade é bem fácil e simples. Nada de trezentos menus, afinal de contas este é um "quase" RPG. Com poucos botões, você poderá trocar seu item em mãos, usá-lo, correr, e uma série de outras coisas. Os gráficos são muito bonitos e coloridos e o game tem um aspecto cartunesco bastante convidativo. O problema mesmo é o som. Você até pode gostar das musiquinhas de fundo... Até perceber no décimo loop que elas estão repetindo. E repetindo. E repetindo. Bem, você sempre tem a opção de deixar no mudo e ouvir outra coisa em vez disso, então o som nunca é um problema de fato.

Por mais que os Harvest Moon posteriores sejam muito mais superiores em detalhes e ofereçam uma quantidade maior de possibilidades e opções, a Natsume conseguiu fazer logo aqui, no primeiro game da série, um jogo bastante envolvente e divertido. Você vai ter que colocar os miolos para funcionar, ao menos um pouco, em Harvest Moon, e este é um jogo para o qual você vai ter que dedicar bastante tempo para começar a ver os resultados.

Créditos Review: Bored_Cyrus

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mega Man Soccer / Rock Man Soccer

Gênero: Esporte
Ano: 1994
Fabricante: Capcom
Mas... futebol do Mega Man?!? De onde surgiu uma ideia dessas?!? Pode parecer loucura e sem muito sentido, mas – acredite ou não - há uma explicação para isso.

A história é a seguinte: certo dia, depois dos acontecimentos de Mega Man 4, o Dr. Light (criador do Mega Man) estava tranquilamente assistindo uma partida de futebol (considerando que o jogo é de 1994, será que era uma partida da Copa do Mundo nos Estados Unidos?), quando uma grande explosão acontece no meio do campo e os jogadores são substituídos por… robôs? Sim, e não são quaisquer robôs… são os Robot Masters do maléfico Dr. Wily! Vendo isto, Dr. Light, como de costume, rapidamente manda o herói Mega Man para restaurar a paz... e, já que a invasão foi no meio de uma partida de futebol, nada melhor do que aproveitar a situação para resolver as diferenças no próprio campo. 

As diferenças entre Mega Man Soccer e um jogo de futebol normal são várias. Pra começar, os times são compostos por oito jogadores, ao invés de onze. Há 21 personagens que podem compor os times: Mega Man, Dr. Wily e mais 18 robôs inimigos conhecidos dos primeiros jogos da série, como Cut Man, Snake Man e Proto Man.

Os jogadores possuem quatro atributos que variam entre os personagens, tornando uns mais rápidos, outros mais defensivos e assim por diante. Até aí tudo bem, não há nada de muito especial. Mas então está o detalhe de que não existem faltas. Pois é, você pode espancar o adversário à vontade ou chutar de uma posição de impedimento sem preocupação porque nem sequer há juiz para apitar e muito menos pra entregar cartão. Cobrança de pênalti? Só pra casos de empate... e dependendo do modo de jogo. Bom, trata-se de uma guerra entre robôs, não é mesmo? Quem é que ia se preocupar com faltas e cartões? Mas, ora bolas, estamos falando de Mega Man!
E o que é um jogo de Mega Man sem poderes especiais? Isso mesmo, cada um dos 21 personagens possui um “chute” especial, chamado “Power Shot”, carregado com o poder do robô, que geralmente faz os adversários ficarem desabilitados de alguma forma e aumenta em muito as chances de se fazer um gol. Entretanto, para impedir o uso abusivo dos Power Shots, eles são limitados (normalmente dois por tempo de jogo) e, portanto, devem ser usados com cautela.

Existem quatro modos de jogo, que podem ser jogados por um ou dois jogadores: Exhibition, Capcom Championship, Tornament e League. No modo Exhibition é possível jogar partidas isoladas e ambos os modos Tournament e League são torneios, o primeiro na base das eliminatórias e o segundo por soma de pontos.

O destaque, entretanto, vai para o Capcom Championship, que é uma espécie de “modo história” do jogo. Nele, o jogador começa com um time composto apenas de Mega Man (Mega Men? Mega Mans? Megas Man?... enfim...). O jogador deve, então, escolher um entre oito robôs inimigos para enfrentar, tal qual nos jogos tradicionais da série. O time do inimigo também é composto por apenas aquele personagem e, quando derrotado, um deles passará para o lado do jogador e poderá ser colocado na posição desejada. Assim, é possível ir montando o time ideal para, no final, enfrentar o maluco Dr. Wily.

Mega Man Soccer certamente não merece nenhum prêmio nem como integrante da série Mega Man nem muito menos como jogo de futebol... mas estaria mentindo se dissesse que ele não me garantiu uns bons momentos de diversão. Olhando para ele hoje, dá para ver que a jogabilidade não é particularmente boa e o jogo como um todo é bem simples... dá pra entender porque o nosso querido herói azul desistiu do mundo dos esportes. Mas bem que ele podia tentar novamente, quem sabe participando ao lado de Mario e Sonic, que já se tornaram grandes atletas.


Créditos Review: Daniel Moisés

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